
Paixão Animal
Data 23/09/2021 13:41:45 | Tópico: Poemas
| como se te amasse loucamente o tacape rodopiando pelo tempo desde as caravelas abre o Carnaval
como se pudesse tanto lamento a fúria a farra a febre quem mais santo indecente como era quando acesa na alma a vela o corpo vertia sumos a todo ser da paixão animal
aonde os violões e batuques vagabundamente malandros choram pelos sentidos adentro celebrações libertinas índia nua é a pintura da saudade na tela ardente quando os espíritos festejaram a carne em púbis e luz
esta terra precisa do Carnaval nada mais que sempre esbórnia é a carta de princípios da raça que sobe mais que a superfície - ela sai da aquarela vestida das flores do caos
aberrantemente deusa como é da divindade trocar o equilíbrio de lugar
Bocarras linguarudas mordem o verbo da esbórnia/ rollingstoneando o carnaval decimal desse mal eu morro esse mal faz Bem bem te vendo a face pintada é guerra o teu rosto pintado ferra o olho vazado sem noção do embuste enruste a demência do espantalho que restou das armas portentosamente fêmea tua dança ignora hierarquias verborrágicas, porque o desejo convida a tocar teu corpo quando os sinais de trânsito perdem o controle das estrelas o céu ganha outro sentido e as ruas dispensam os minotauros da insensatez
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