
Estatuto do Canalha
Data 18/09/2021 20:24:13 | Tópico: Poemas
| longos anos de exílio e nenhuma resposta a noite rasgada pelas intempestividades da máquina é o riso do facínora espalhando os olhos do arrependimento no solo fenecido das alucinações virais
esquecido do abominável mundo dos contratos, brinco com as meninas primitivas da Galápagos do sexo
licenciosidade impera aonde o Parlamento é desconhecido e a Orgia decide vida e morte
sou o rei fantasma e só a imperícia interessa
o ofício marginal é condecorado aonde a aura é a sombra do urubu
quando a sociedade nada mais é do que o subterrâneo da maldade só aos gênios é permitido sonhar
deixei nome e carreira nos chifres da vaca presencial da atrocidade descomum como o lado concreto do mito quando ambíguo é o princípio racional quando as botas envernizadas que me distinguem da ralé fazem o réptil chorar de saudade e fé e tudo o que resta é o estatuto do canalha pois a moto funerária da ambição espera na estrada e embarco no passeio feroz da impetuosidade que há em romper modelos e conveniências inventando quem o destino coroa no trono selvagem da liberdade pois conhecer o sangue é da misericórdia desdenhar
Erico y Alvim
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