
A Almofada do Freddy
Data 27/04/2008 18:18:24 | Tópico: Contos -> Humor
| Esta é uma história que aconteceu com a amiga de uma amiga minha. Celinha se impressionava fácil. Quando criança, assistiu a estréia de "Tubarão" no cinema. Ao chegar em casa, foi tomar banho e descobriu que a mãe comprara uma nova cortina para o box, cheia de peixes. Ela tomou banho, morrendo de medo que um tubarão surgisse de repente, do nada. Que doideira! E da outra vez, quando viu "Poltergeist, o Fenômeno"? Pra que...? A cena em que o palhaço some da cadeira e vai parar sob da cama, não saía da sua cabeça. Não conseguia dormir. Olhou embaixo da cama várias e várias vezes. O tempo passou, mas Celinha continuava a mesma. Certo sábado, à tardinha, uma amiga que morava no andar de cima, a chamou para assistir um filme no vídeo cassete. _ Vem assistir o filme comigo, Celinha! Ela foi. "A Hora do Pesadelo I". Freddy Krueger. Terrível! O filme acabou e ela se despediu, descendo as escadas ainda impressionada. Era verão, então...fazia muito calor. _ Abre a porta da frente, Celinha. Tá muito calor! - pediu a mãe. Ela obedeceu. Abriu a porta da sala do apartamento e como sabia que quando a porta e a janela do quarto ficavam abertas, passava uma corrente de ar que fazia a porta bater, escorou a porta com uma almofada que tirara do sofá. Foi anoitecendo e a mãe de Celinha, D. Creuza, começou a se arrumar para ir a um casamento. De repente, faltou luz. Pânico. Medo. Horror. Freddy Krueger. _ Celinha, vai fechar a porta da sala! Tudo escuro. Paralisada no corredor, Celinha não conseguia se mover. _ Ah, eu não vou não... Contrariada, D. Creuza foi, ela mesma, fechar a porta. Naquele breu, Celinha ouviu os passos da mãe, que usava salto alto, soando no taco. De repente, D. Creuza começa a gritar: _ Socorro, alguém me ajude! Estão forçando a porta pra entrar! Socorro, polícia! Celinha gelou. Não conseguia pensar em mais nada. Na sua mente, só vinha a imagem das garras de Fred, rasgando sua mãe. Ouvia os saltos no taco, como se fosse uma dança flamenca. Em um ímpeto de coragem, correu em direção à porta e começou a bater com sua mãozinha fraca: _ Larga minha mãe! Solta! Polícia, socorro! Quanto mais força faziam, mais resistência a porta oferecia. _ Alguém ajude! Alguém....!!! Então, a luz voltou. Celinha e a mãe, pálidas e acabadas, olharam ao mesmo tempo para o chão e viram, entre o portal e a porta, uma almofada mais torta que o corcunda de Notre Dame. Atônitas, ouvem os vizinhos abrindo as portas devagar. _ D. Creuza, a senhora está bem? O que aconteceu? _ Meu Deus, o que houve? Um grande burburinho. D. Creuza chutou a pobre almofada para dentro do apartamento. _ Calma, gente! Ele fez muita força para entrar, mas acabou fugindo, acho que desceu correndo pelas escadas. Celinha olhou para a mãe, embasbacada. Alguns vizinhos mais corajosos descem a escada correndo, para procurar o tal ladrão. Depois, dentro de casa, Celinha e a mãe riam tanto que mal conseguiam ficar de pé. A barriga chegava a doer. _ Mãe, o ladrão era a almofadinha...!!! _ Celinha, guarda esse segredo, viu? Esse mico eu não vou pagar! Mais tarde, no casamento, enquanto a noiva entrava, D. Creuza ria sozinha, lembrando da situação. Você pode não acreditar, mas isso realmente aconteceu com a amiga de uma amiga minha...
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