
Rastro
Data 11/08/2021 05:33:05 | Tópico: Poemas
| A noite emoldurada de trevas deixa seu rastro de serpente Seu som, gritos negros, arremedos de austeras lamentações Rompe o silêncio sob o céu no azul profundo da madrugada Imagens tintas de sonho ao brilho espectral dos relâmpagos Inquietos, mas que trazem o encanto e clamor da primavera Com seus olhares secretos, seu hálito floral dourado de sol E o poema se faz leve como pássaros nas árvores da palavra Feito de seus corpos de cristal, a refletir os brilhos celestes O poeta afogado em tantas estrelas, perquire o firmamento Alçado no véu noturno e o verso brota em sua mão trêmula Para despertar da quimera um som de carro vem da estrada Tão veloz reverbera na sua pressa e mal devolve a realidade Que já sua presença apressada, logo se perdeu na distância São qual sombras aceleradas a passar pelo asfalto das horas Linhas não escritas que se desenrolam dos carretéis da vida
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