
O futuro é tão incerto quanto o presente
Data 20/07/2021 14:36:49 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Tudo vai muito bem até que termina em lágrimas O sonho tão desejado desmorona na manhã gélida O tempo escorre pelas mãos de forma sombria Como o amanhã que não sabemos existir Mas procuramos sempre insistir que volte Porque o futuro é tão incerto quanto o presente. Casas construídas nas esquinas da cidade Onde escondem rostos frios da saudade O lamento da morte nos olhos de quem pensa viver Mas que não consegue esquecer toda violência Que fizera com as próprias mãos nos dias passados Do peito foi arrancado a magia do amor. Volte agora os seus olhos e veja atentamente As figuras simbólicas que contorcem ao vento Espantalhos feitos na escuridão do tempo No limbo da existência que se foi no alvorecer Quando deixou-se seduzir pelas folhas E tudo parece sem sentido e muito confuso Sem saber que o que dá vigor à vida sustenta a morte. Onde estão os braços dos escravos As mulheres escondidas nas casas noturnas Homens furiosos que assobiam na escuridão As autoridades que deveriam cumprir a lei Onde estão todos eles quando precisam? Quão miseráveis são todos esses espantalhos Todos esses corruptos asquerosos que vivem nas sombras E permanecem na penumbra de uma existência Todo o passado deixamos para trás Mas não emergimos em uma nova ordem Porque não desejamos que haja um futuro. Ó ilustres sonhadores! Não deixem apagar a luz no fundo da alma Se ainda existe uma fagulha Busque a iluminação dos sonhos na esperança Se queres um futuro melhor aprenda agora E abre os seus olhos para a luz fora da caverna. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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