
Violino
Data 20/04/2021 21:47:42 | Tópico: Poemas
| É melhor que te distancies de mim antes que tudo se inflame Já que minha alma é o combustível para teus olhos de chamas Para, não te afastes não, eis que tudo em mim já se conflagrou E eu assim, qual violino, cordas tesas, tenho todas as canções E as tocarei somente para ti, qualquer uma que possas querer
Te alerto te afastes de mim, não, não me atendas nunca assim Nosso encontro ocorre nas fronteiras impossíveis do inverno Então deixe que se inflame, para que aqueça, pois sou desejo Toma deste vinho comigo, para esquecer das palavras ásperas Que outrora tua vida já ditou, vem dançar junto noite afora
Digo que te afastes. Melhor, aconchega-te mais e mais de mim Me abraces tão justo que se possa dizer que somos apenas um Sigamos assim, sempre juntos pela noite até que chegue o verão E quando a vida recolher as tempestades e o vento se aquietar Então iremos brilhar, até que nossos corpos sejam como um sol
O crepúsculo já chegará, então afasta-te de tudo menos de mim A aura noturna trará uma nostalgia como se fosse uma herança Que intentará nos despertar do sonho ou silenciar nossa música Não te afastes, vem comigo, vamos olvidar tudo não fale de amor Cantar o canto de nossas vidas como se formos ébrios ou loucos
Pois chegues e absolutamente aproxime-te neste doce abandono Funde, não o corpo, mas a alma à minha, vai comigo ao horizonte Compartilhemos, por todas as vidas, o mesmo caminho até o fim Nenhum vento ou chuva, nem a distância poderá apagar em nós Esse amor que tão vivo já nem cabe direito nos versos do poema.
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