
Pequenos ruídos de uma alma inquieta na manhã do tempo
Data 23/03/2021 20:04:21 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Nem mesmo o silêncio de uma eternidade era capaz Nada poderia dispersar aqueles olhos insensíveis Que insistia em olhar para o vazio do infinito Na manhã silenciosa de uma primavera qualquer. Até os pássaros evitavam levantar voos rasantes Não desejavam ser atingidos pelas flechas da desilusão Ouvia-se o lamento de alguém que estava as escondidas E pequenos ruídos de uma alma inquieta na manhã do tempo. Disseram que ninguém poderia fazer nada para ajudar Uma vez que cada pessoa escolhe o seu próprio destino E quem era eu para dizer o contrário disso tudo Quando o mundo a sua volta parecia estar em erupção. Lanças de pratas cortavam os céus com violência E as borboletas tentavam sobreviver a fúria das rosas Em um jardim que tentava manter o perfume das flores Sem saberem que tudo não passava de uma ilusão perdida. Calou-se diante da magnitude dos sonhos desfeitos E imaginou uma outra realidade que parecia distante Sabia que a jornada seria longa e solitária Mas desejava alcançar aquela tal liberdade prometida. Cruzou os desertos escaldantes da solidão Sentia a alma sedenta pelo refrigério do amor Lutou contra os monstros imaginários de sua mente E viu além do horizonte a luz que tanto desejava. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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