
Quase noturno 6.5.1
Data 10/03/2021 02:12:19 | Tópico: Poemas
| O poema perdido na tarde eterniza o verso na palavra jamais escrita O que os lábios feridos pronunciam ao vento triste não mais voltará Nessa calma angustiada o que era murmúrio fez-se um duro silêncio Como as pedras sobre as quais o sol bate, intenso, sob o fogo do dia As recordações dos gestos de teu corpo despertam grandes lágrimas Então, ouço os trinidos das flautas e inspiro o perfume dos gerânios Que ficou esquecido nos rumores de um tempo lá detrás na estrada
Na ordem das coisas, breve, a luz diminuirá para a chegada da noite É na noite que germina o poema e assim incendeia sombrios segredos Que não se podem confessar na luz do dia, quase branca, tua nudez Que em si é um poema, que navega graciosa em meu sonho mais vivo O poema me sussurra ao ouvido tantos nomes, anônimos esquecidos Ah estes versos que me contam histórias de uma infância longínqua Mas tão interminável que ainda agora chego a duvidar chegue ao fim
Há momentos que chego a chorar por saber que a luz da aurora virá Com sua luminosidade que devolverá o coração à sua dura realidade Que renasce a cada amanhecer não importa se o céu é cinza ou azul Porém, vou te esconder ao longo deste março de águas e de lágrimas Para te rever radiante em minh’alma com a chegada de um novo abril Devo te contar que juntos, somos uma espécie de eternidade juvenil Sem espaço para a tristeza nas palavras no grato balanço das sílabas
Há 6 anos atrás, em 11 de março poderia ter sido meu ultimo dia na terra, mas Deus quis que não e assim comemoro meu sexto ano da nova vida,
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