
Não preciso ter o Tejo no horizonte
Data 05/03/2021 17:19:16 | Tópico: Poemas
|  Não preciso ter o Tejo no horizonte Pra voltar ao passado, Aos mares cruzados, Às longínquas terras do oriente
De quinas ao peito, Levamos língua Às línguas doutro lado do além-mar, Onde, inda dormia o sol
Castelos de Lisboa pra trás ficaram, Mas levamos Camões n'alma, E na ponta da língua, O português de Portugal
Bramiam mares ao som dos remos, Ora o vento nos dava sua mãozinha, Empurrando enigmáticos navios Pra o desconhecido
Contávamos horas Na hora das saudades de grande Lisboa, Esquecíamos das lembranças, Pra amenizar saudades dos manjares de Portugal
- Terra à vista!!! Anunciava-se o descobrimento Dum pedacinho da terra de Portugal, Nas longínquas terras, onde o sol inda dormia
Levámos Portugal Pra além fronteiras, E no coração, a língua portuguesa, Que hoje, é falada nos quatro cantos do mundo
Não, Não preciso ter o Tejo no horizonte….
Adelino Gomes-nhaca
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