
Indelével
Data 30/11/2020 21:54:19 | Tópico: Poemas
| Ó musa, ouve minha voz e guarda-a entre todas outras vozes Que um dia já ouviste e vê que ela vibra em ti, tão só, para ti O voo da minha fala é fruto de toda a vida e não de alegorias É fruto de uma constelação a brilhar entre dores e esperanças Em todas noites em que a palavra vem mergulhada em vinho Nas quais o verso se reinventa, como fora um encantamento O voo da minha fala, ainda, rescende ao sabor de teus beijos Se enleva com o brilho de teus olhos e de teu rosto angelical Todas as vezes que o papel se tatua da tinta que te descreve E é assim que faz germinar o poema entre teus cabelos loiros O voo da minha fala que se lança aos céus só para ver o azul Para fazer das palavras, sentimentos abstraídos do cotidiano Nos sonhos onde estás, finco meu marco que não é de posse Antes de ternura, carinho e certeza de termos nosso caminho Perdoa-me se um dia por achar que não vinhas estive ansioso Fazendo tudo mais difícil que deveria ser. Vou me reinventar Receber-te, infinitamente, em meus braços para te acarinhar E quando o azul enfim retomar o espaço do céu, adormecer No meu colo te cuidar, à espera do dia que não mais partirás
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