
Pequenos Universos
Data 26/11/2020 19:02:47 | Tópico: Poemas
| Abri, de repente, minha mão E vi um sol no centro da palma. Meus dedos eram cinco raios Estrelados de tal maneira Que percebi que tinha na mão Uma pequena constelação - Constatação de Copérnico.
Ao mesmo tempo notei Que meus dedos poderiam Ser satélites-bastonetes Bastonetes-bactérias Artérias de Ártemis Numa noite em Savona Aos beijos com Sabina, A sabida e sempre querida, Que mora a uma légua, A uma queda de pena De mim.
E agora sou rei celta, O astro-rei entre dois universos Rodeado de outros astros Por todos os lados E por dois planetas-anões Que soltam gêiseres de gelos Secos, porém não são vistos E nem ouvidos por astros nenhum.
E agora eu sou centro de galáxias Que giram em estranhas aspirais Inspirando astros maiores e até Aos planetas nanicos que se dizem Ser inimigos do fantástico astro supremo, Ou seja, eu mesmo.
Inflo o ego e solto bolhas sobre A superfície lisa e fina das águas, Minha casa é minha escrita que irradia Meus dedos-raios por entre pôneis E cavalos, entre camelos e dromedários, Entre bananas e bactérias.
Meu poema é sistema intergaláctico Que percorre as fibras óticas e as do Mais diversificados corações ( inclusive dos dois planetas-anões). Por isso, meu caro, talvez seja caro a tua turva visão Já que não tem um astro nem mesmo na planta do pé ( quem dirá na palma da mão?) Com outros astros para abrilhantar o teu pequeno e gélido...uni(verso)!
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