
O Coração Do Poeta
Data 01/11/2020 23:41:34 | Tópico: Poemas
| Pela paz dedilhada do aconchego Lá donde repousa trôpego pássaro Que, de vez, foi expulso do Parnaso No primeiro dos atos de um deus grego...
Da mesma forma ocorreu ao palhaço Que não trazia no semblante sorriso Ficou descolorido o triste circo Não mais nasceram flores nos campos de aço.
E os rios se tornaram tão perenes As manhãs não foram beijadas pelo solar lume A passarada, tristonha, em harmonias solenes, Deixaram ao relento seus rebentos implumes.
Os eflúvios das rosas perderam seus perfumes O orvalho pela relva se dissipou na madrugada E o coração do poeta que nunca acha pousada Lambe as feridas em outras plagas... como de costume.
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