
As Estrelas de Maria Flávia de Monsaraz
Data 23/10/2020 00:28:36 | Tópico: Poemas
| No vazio da penumbra dos meus sentidos vagueiam memórias caiadas de silêncio, saudades, palavras e gestos perdidos que se aninham, recalcados no meu peito, batendo como asas de Anjos adormecidos.
Uma só caricia me vem ao pensamento, uma só vontade adorna os meus desejos, Voltar atrás, beijar seu rosto, amar o tempo em que nos tinhamos tão próximos, tão juntos e que a morte nos tirou num pé de vento.
Sua voz ... essa voz calma e serena, as púrpuras que caiam das suas mãos, seu corpo, cheio de aves, tantas penas, agora na paz sepulcral de um jazigo, adormecido num ataúde d'açucenas.
E cai a madrugada sobre mim como aquela tarde triste e tenebrosa em que partiste do cais da minha solidão num barco à vela! O mundo parou! Parou a vida! Parei eu naquela casa frente à sacada da janela ...
Casa, outrora, de Poetas e de Paz! E a janela, a sacada, aquela rua ... ... a Victor Cordon que saudades que me traz, um tempo que não volta, voltar aos braços das Estrelas de Maria Flávia de Monsaraz.
Ricardo Maria Louro Até sempre querida Maria Flávia! Um ano de saudade.
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