
Átrio
Data 20/04/2008 13:57:28 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Descompassa o verbo na água que inundou a madrugada naquela que relampagueou tornada de lá de além em liturgias de palavras caladas mudas.
Incensa a alma em turíbulo sacro atravessa nua o verbo coberta em brumas das galerias até ao átrio imenso e não se encontra ...hidráulica. A barragem não comporta o peso a espuma barrenta d’agonia. Transpõe e pula, revolta, margens dobradas nos dias em os dias que se esqueceram de si.
No átrio ecos chamamentos de passos sistinos e sons de sol e luz de sinos e o ocre e o barro violento e a enxurrada parada em folhas em troncos em sacos serapilheiras rotas de sementes outras da árvore que foi e que, alagada, não nasceu.
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