
PROCESSO
Data 06/08/2020 00:34:24 | Tópico: Poemas
| Dentre os frêmitos famintos da madrugada Pude compreender o quanto a sede é desejo E se tudo o que penso é também o que vejo Só me resta consumar em volúpia a serenata.
Por entre os labirintos da noite mal dormida Há sequelas donde se extrai o ópio dos tolos; Contudo diante das drogas notam-se engodos Que trapaceiam nas vitrines do tempo, a vida.
Sobre o cárcere dos sonhos vejo a despedida Dos que se vão habitar o fundo de uma cripta Para depois vociferar a liberdade do devaneio.
É diante do cálice que se pode sentir do olfato A sensibilidade com que se descreve o extrato Do orvalho que pulsa sobre o epigênese alheio!
DE Ivan de Oliveira Melo
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