
O rumo que aponta a rosa dos ventos
Data 28/07/2020 11:58:19 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Pode parecer que estou perdido E não vejo o seu olhar na noite silenciosa O que tira de mim a paz de outrora Fazendo-me chorar na madrugada.
Lágrimas são feitas de vento Que escorrem pela fenda da alma Na solidão que teima em estar aqui Para mostrar-me o quanto era feliz.
O rumo que aponta a rosa dos ventos É mais distante do que meus olhos Conseguem alcançar Deitar-me faz em rochas frias Onde os espinhos parecem estar a ferir-me.
Por que as angústias do dia a dia Extrapolam a alegria de um sonho louco E eu não posso ver-te nas nuvens Que agora foram dissipadas pela tempestade?
Carregas em si a dor oculta do mundo No silêncio lúgubre das madrugadas Sem saber que a esperança daqueles olhos Não passaram de uma triste lembrança.
Sabes o que pode definir a sua morte E não tens a coragem de lutar contra isso No escuro da solidão de um lamento Deixa-se ser vencido pela ilusão de um sorriso Que não pode mais dar alegria.
O que é que eu posso fazer com essa rosa? Como posso entender esse mundo? O meu coração sente as agruras de um amor Que causa em mim esse desconforto.
Sentes o frio da madrugada sem saber o que fazer E não pode ver o que se passa no meu coração. Tudo isso foi desfeito pelo tempo Em que deixou a incerteza tomar conta dos sonhos E levar para longe tudo que um dia desejamos.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
|
|