
INSALUBRE
Data 17/07/2020 03:31:21 | Tópico: Poemas
| Cá estou eu, Deitado sobre almofadas, Acariciando o pensamento, Lambendo das vicissitudes Que somos obrigados A suportar do quotidiano...
Aqui estou eu, Opresso pela agonia Dum dia a dia inescrupuloso Em que as torrentes maquiavélicas Se deitam sobre as consciências Malfadadas e tolhem o bem-estar.
Assim sou eu, Menestrel das combustões Que dilaceram o epigrama Da existência urdida Pela mentepsicose das paixões Estéreis dum tempo esdrúxulo.
Destarte sou eu, O vilão de mim mesmo, Opúsculo das razões permeáveis Que desenham no círculo das emoções O avatar demoníaco das trevas oníricas, Coadjuvantes da maledicência secular.
Doravante possa eu, No eclipsar da sobrevivência, Capturar os diabetes sazonais Que fazem de mim Fantoche de deserdadas sensações Cultivadas sob a égide da loucura.
Data vênia à minha inconsciência Que não adormece sobre prados brancos, Mas labuta sonhos ortodoxos A fim de que nesta anacrônica Reflexão que faço do meu ego Seja uma anatômica depressão efêmera!
DE Ivan de Oliveira Melo
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