
Teatro
Data 16/04/2008 17:01:21 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Tragam as luzes. Aquelas bem serenas, tênues... E tristes. Tragam, armem o palco, e nada mais. A atriz se encarrega dos scripts. Mas traga rápido, porque veloz é sua melancolia, vago o seu desalento. Assistam atentos e deixem-se envolver pelo sentimento [o verdadeiro], pois cá neste camarim e, principalmente, nesta cena, o que não há é teatro, nem encenação. É a mais pura expressão da incógnita sentimental humana. Num grito profundo e rouco, ela tenta arrancar da mais profunda camada de sua alma toda a angústia e dor alucinantes. Tanto esforço e empenho que provocarão um insignificante tapar de ouvidos dos poucos espectadores, da última apresentação semanal naquele teatro quase abandonado, falido. Aquelas palmas abafadas pelas poltronas vazias e pelo ar úmido e inebriante, ilustram o fim de uma semana introspectiva e o início de outra a ser escrita, dessa vez com mais ânimo, pra não cair na rotina. (Letícia Corrêa – 27/05/07)
|
|