
RUDE
Data 19/06/2020 03:34:49 | Tópico: Poemas
| . . . Poesia é momento... Semblante ocluso, repousa, disfarça o sorriso, oculta a dor tenaz, óssea, gélida... ‘Viés degenerativo’; a face foge da mostra. Antídoto na artéria em cura duvidosa, tudo experimental... No sentir concreto fica apenas o verso, um cantar no canto ao invés do lamento. ‘Olhos d'água’ decantando letras... Germina a canção em tempo de esperança de pedir; agora não... Basta de sorrisos pois há um pranto dolente pra se cantar... Nas ruínas de mim nada se assiste de pé; sento-me no silêncio da mureta de pedra, resistentes pilares, ‘pedras sobre pedras’, alvenarias demolidas sob o pó do que restou d`uma história morta... Vento correndo aflito perpassando ruínas, calando os passos... ‘Escadaria de Riga’, convite ao alpendre assistir ao pôr do sol, ‘manto vermelho morno’, colosso impávido no finito celebrar de mais um momento primavera/verão. quantos mais?... Olhares de encantos, o astro mergulhando depois da linha do horizonte, céu e mar, biguás voando em 'V' no voo de recolhimento antes da salva crepuscular... Cai à noite num prumo, fim de mais um dia, rumo, durmo sem sentimentos. Quanto tempo mais?...
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