
Autobiográfico
Data 16/06/2020 16:10:03 | Tópico: Poemas
| Esse poema é de 2013 Foda-se, escrevi em 2020 Faço em autorreferência Esse é o poema do ano seguinte
Vivo de fé incauta Na minha alma a rebeldia Entre drogas moralistas E overdoses de hipocrisia
É que eu tenho medo de crescer Nesses versos de bon-vivant Engodo Tipo a lucidez sarcástica de Peter Pan
Conto as histórias dos outros Na lírica construo as minhas Porra! Ninguém entendeu o poema das entrelinhas?
Continuo nonsense Buscando por liberdade No meu calendário dos egos Convivo com a insanidade
Invento-me, reinvento-me Tudo na imaginação Fiz um soneto pro tempo E outro em autodesconstrução
De constructo confuso E metafísicas dadaístas Devoto às minhas dúvidas O poema das metáforas niilistas
Eu sou das coisas breves da vida Essa é minha oração pro universo Faço meu projeto progressivo A progressão em sentido reverso
Ainda sou purismo, sou obscenidade Sou indulgência, sou intolerância Sou versos de um crime Subjetiva ignorância
Nessa noite tudo será silêncio A madrugada é meu abrigo Sem fazer sentir, sem fazer pensar Meio termo, entre o crime e o castigo
Isso tudo é sobre a indiferença Não bifurco meu consciente Sou minha própria contradição Meu eufemismo deficiente
Abrigo-me entre desabafos Minha liberdade de expressão Polivalência existencial Entre sentimentalismo e razão
Sou só um néscio neurótico Me guardo, resguardo, reedifico Tô brincando de ser poeta Nos versos me identifico
Em guerra de ego Minha raiva se mantém calma É a transcendente arte A arte de escrever sem alma
Plagiaram meu silêncio Eu tô gritando desde cedo Eu nasci desconfiado Mentira não mete medo
Indireto e subjetivo Não demonstro meu sentimento Frieza é solo fértil Não faço racionamento
Não busco meu paraíso Tão limitante, dá pena Em inferno de retardado O diabo é mentalidade pequena
Não nasci pra solidão Mas ela nasceu pra mim Minha alma papel em branco Livre arbítrio o estopim
São mímicos passos Elegia dos insensíveis Meu passado em lacunas Pesadelos irreversíveis
Algures o silêncio Minha loucura bem conduzida Eu tinha medo de morrer Hoje a morte guia minha vida
Rasuram sonhos avulsos Elos frouxos e paz ausente Plantam amores turvos Uma vida não é tempo suficiente
Na ironia a maior virtude Meu argumento não perde a hora Moro tão dentro de mim Que não consigo viver lá fora
Fiz uma ode ao silêncio O epigrama da verdade Fiz um hino à paciência Eu converso com a eternidade
Eu quero o que eu sei Não sei o que eu quero De intelecto sinuoso Na ansiedade eu me desespero
Autoestima ou arrogância? Isso é autodefinição Amor próprio ou egoísmo? Isso é autodestruição
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