
Poemetos
Data 25/05/2020 19:51:50 | Tópico: Poemas
| Ardências
Ardem a alma no esteio do poema.
Sopro o fogo das palavras. O poema mora no tempo do mundo.
Funde-se ao ferro respira dissolve-se.
Guarda-se a chuva. Liberta emoções em nuances de cores na tela dos sentimentos.
Renovo-me. Sou águia.
Com mil olhos compreendo aqueles que me ignoram.
De tão ávidos veem limites no meu apego.
Em desassossego é inútil e divertida a fúria da alma.
Encaro esboços profundos do ego.
Sei do extenso desconhecimento (reflito).
Entrego-me ao mundo. Escrevo.
Nervos em comunhão são rodovias curvas e retas e pontes em construção.
Poemas desenham-se. ...
Ai de mim! Perco-me ao lembrar de abraços do amor ao primeiro gole do café da manhã, indo da cozinha à sala de estar.
Sou imperfeito. Desfolho-me no orvalho.
O amor é maior além de 1m80.
Olho teus olhos e confesso; és o lado oculto do meu carma.
Encerro-me. Sonho ser uma flor para que me possas regar.
Digo coisas inspiradas: Entorto-me com teimosia e silêncio.
A poesia deslisa nas mãos em desenhos surreais.
Evoluem ideias. Iluminam-se. ... O poema
Um vento desvairado leva o poema inteiro para a rua.
O desejo emoldura olhares. O canto do galo é prenúncio d’um poema na madrugada.
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