
Tempos de inquietação
Data 20/03/2020 11:33:19 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Democraticamente a liberdade foi, provisoriamente, cerceada,
e porque a cidade dorme o medo passeia-se provocador pelas ruas desertas tentando insinuar-se perante os mais frágeis que, resilientes enfrentam provações,
o silêncio produz um som estranho, que penetra insistentemente, os pensamentos transformando-os em onda simbiótica de acalmia, inquietação e muita esperança, imbuídas numa profunda fé!
E a cidade, apesar de a alvorada ter nascido há algum tempo, mantém-se em sonolência, só o medo continua a vaguear pelas ruas, agora menos desertas, saudosas do bulício!
Há no ar uma invisível nuvem de solidariedade e humanização, levando, certamente a muita reflexão, que, infelizmente, acabará, talvez, quando a cidade acordar e a desumanização retornar!
José Carlos Moutinho 20/3/2020
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