
Poemas.revisitados
Data 25/02/2020 14:00:26 | Tópico: Poemas
| Miro as águas que resistem à luz na transparência das rosas.
Pensamentos deslocam-se no universo das palavras.
A abundância persegue opostos internos e externos.
Transforma, reconta o tempo no rosto acabrunhado de esperas.
Refulge um traço e um dia no espaço que devora meu rosto.
Desapareço no crepúsculo. Refaço-me no abismo entre nós. ...
Sereias despertam corpos na praia.
Olhares deslizam no silêncio.
Respiras o ar da solidão? . Abstraio-me na paisagem e no cheiro da chuva.
Fim de carnaval
Fevereiro termina no compasso acelerado do frevo e no confete molhado na passarela do samba.
O rótulo
O rótulo da lata suga a tinta derramada no poema.
Descolorem carnavais ocasionais no arco-íris da alma.
O sol devora palavras e distâncias nos teus olhos.
Vivo desertos que separam o céu do mar.
Pássaros invisíveis dormem após longa viagem.
Decifro mistérios e tremores na multidão.
Um homem feliz atormenta fantasmas.
Passam na pele redemoinhos do destino.
Meus olhos penetram vazios na tua alma.
Liberto-me do mito que adorna a lógica na imensidão.
Ofereço a cor dos vestidos na escada dos palácios de mármore. Cruzam-se caminhos onde moras.
Desarrumas armários descreves a solidão perdida no espelho.
Toca um fado nos barcos que um dia foram árvores.
Desço na margem dos rios ansiosos.
Habitas espaços e voas.
Espio corpos tatuados e estranhas rotas do vento.
o Mar
Encontro âncoras de ouro onde existiam areais, lama e sal. …
Fui aprisionado na ilha dos desejos.
Leio tua alma e rabisco poemas com prazo de validade. ... Orquídeas espiam o tempo nos olhos.
Sei das marés e das estradas. Ancoro a teu lado e não sinto o calor dos teus abraços.
Interessa-me o arco-íris no corpo do poeta enquanto mergulho nas ondas de todos os mares.
Lembro-me dos pássaros que dormem cobertos de nuvens. . Desconstruo a noite que se fecha enquanto divagam olhares.
Em ásperos ruídos amanheço.
Vais
Danças em palcos clandestinos e nas muralhas que te cercam.
O poema nasce em abismos inertes.
Excede o ato da noite intensa.
Deuses aplaudem altas marés e o sussurro das águas.
Murmuram poemas na imensidão.
Memórias ardem no meio da noite.
Recebo lírios e rosas desenhadas no destino.
Meus lábios não definem murmúrios. No espaço largo esqueço restos da noite em taças de vinho.
Estranho
Não esqueço das almas abandonadas nos teus braços. Estranho delírios silêncios e afagos dispersos no regaço das manhãs.
Apaga-se o arco-íris no meio da tarde.
Sem ímpeto pousam poemas escritos sem métricas.
Estranho o eco das ondas na beleza das coisas enquanto se repetem letras e arcos nos céus.
Nuas
Homens se lavam entre espelhos e distâncias no olhar das almas nuas.
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