
Poemas
Data 25/02/2020 05:02:57 | Tópico: Poemas
| Miro as águas que resistem à luz na transparência das rosas.
Pensamentos deslocam-se no universo das palavras.
A abundância persegue, desentranha opostos internos e externos.
Transforma, reconta o tempo no rosto acabrunhado de esperas.
Refulge um traço e um dia no espaço que devora meu rosto.
Desapareço no crepúsculo. Refaço-me além do abismo entre nós. ...
Sereias despertam corpos adormecidos na praia.
Olhares deslizam no silêncio.
Respiras o ar da solidão? . Abstraio-me na paisagem e no cheiro da chuva.
Fim de carnaval
Fevereiro termina no compasso acelerado do frevo e no confete molhado na passarela do samba.
O rótulo
O rótulo da lata suga a tinta derramada no poema.
Descolorem carnavais ocasionais no arco-íris da alma.
O sol devora palavras e distâncias nos teus olhos.
Compreendo desertos na linha que separa o céu do mar.
Pássaros invisíveis dormem após longa viagem.
Decifro mistérios e tremores no meio da multidão.
Um homem feliz atormenta fantasmas na casa vazia.
Passam nas mãos redemoinhos do destino.
Teus olhos transportam mares desordenados.
Sou incompleto sem o amor da tua alma.
Liberto-me do mito que adorna a existência da lógica na imensidão.
Ofereço a cor dos vestidos na escada de mármore. Cruzam-se caminhos onde moras.
Desarrumas armários descreves a solidão perdida no espelho.
Toca um fado no meio de estilhaços nos barcos que um dia foram árvores.
Desço na margem dos rios que passam ansiosos.
Habitas espaços em mim e voas.
Espio corpos tatuados de estranhas rotas cobertas de folhas queimadas.
o Mar
Encontro âncoras de ouro onde antes existiam areais, lama e sal. …
Esqueço do corpo aprisionado na ilha dos desejos. ...
Leio teus olhos. Experimento rabisco poemas com prazo de validade.
Orquídeas espiam o tempo nas janelas da alma.
Sei das marés e das estrelas. Ancoro a teu lado e não recebo a luz dos teus abraços.
Interessa-me o arco-íris no corpo do poeta enquanto mergulho nas ondas de todos os mares.
Lembro-me dos pássaros que morrem cobertos de nuvens. . Desconstruo a noite que se fecha enquanto divagam olhares.
Em ásperos ruídos amanheço.
Vais
Danças em palcos clandestinos e nas muralhas que te cercam.
O poema nasce em abismos inertes.
Excede o ato da noite intensa.
Deuses aplaudem altas marés e o sussurro das águas.
Murmuram poemas amanhecidos na praia.
Consumido pela imensidão nascem desertos e olhares fixos no crepúsculo.
Memórias ardem no meio da noite.
Recebo lírios e rosas desenhadas em alguma nuvem do destino.
Quando meus lábios não definem murmúrios, respiro indiferente no espaço largo.
Esqueço dias e restos da noite em taças de vinho.
Não esqueço das almas abandonadas nos teus abraços.
silêncios estranhos e delírios intermináveis. Há fugas e afagos dispersos no regaço das manhãs.
Apaga-se o arco-íris no silêncio da tarde.
Poemas
Sem ímpeto pousam poemas escritos sem métricas.
Estranho o eco das ondas na beleza das coisas enquanto se repetem letras e arcos nos céus.
Nuas
Homens se lavam entre espelhos e distâncias no olhar das musas.
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