
COMBUSTÃO
Data 23/02/2020 00:58:44 | Tópico: Poemas
| O inverno desbotou filetes de sangue meus E o frio engelhou minha pele já tão rubra, Petiscos de arrepios também de cor púrpura Atearam em mim meneios de despedida: adeus!
Meio encarnado, o corpo parecia uma escultura Trabalhada por artistas com índole de fariseus, Os órgãos saltitavam dentro de mim tão hebreus Que urdia em brasa como fogo fátuo de sepultura.
Minhas hemácias circundavam as veias, atônitas! Festival plasmático consumia das cadeias iônicas Do esqueleto, a química que pudesse conter vida...
O inverno destoou um complexo grupo sanguíneo E trouxe à vertente da existência um aspecto ígneo Donde as cinzas são cicatrizes da carcaça desnutrida!
DE Ivan de Oliveira Melo
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