
ANGÚSTIA
Data 12/04/2008 01:56:31 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| Pela terra, no mar, entre o ar e o céu Vou, sedento mortal, com minha pergunta : Porque vivo, diz-me, porque vivo ? Porque hoje retorna a visão, Do amanhã, a lívida brancura ?
Morte, amor, vida. A cada passo estão, como uma tocha De estranha luminosidade, Que derrama sua luz por meu peito. E a pergunta que também é ferida. Porque a morte me acena, em leito de quietude a minha carne envelhecida ?
A maneira de viver intensa e profunda É uma voz perdida no infinito Que não encontra voz que lhe responda E meu grito não alcança, a outro grito.
Pela terra, no mar, entre o ar e o céu Não há nada que responda ? Nada. Nada . Que não haverá consolo. Repito sem cessar. E na alvorada Surge uma luz febril que de algum modo Levanta a luz de minha existência. Porque encontrar solução para tudo ? Se melhor é a nostalgia, a angustia !
|
|