
BALADA DESINIBIDA
Data 13/02/2020 12:31:14 | Tópico: Poemas
| BALADA DESINIBIDA
É boa! De comer co'os olhos. Enquanto passa pela rua. Só de a ver a imagino nua: Linda sereia sobre abrolhos… Ela faz que não vê que é vista E finge que não sabe que eu sei D'essa aura de rainha sem rei. Por onde anda, de si artista, Bocas e olhos se abrem ao vê-la Ao prazer que insinua a bela.
Insinuante -- a ver sem mostrar -- Eis que define a linda jovem. Sim, as suas pernas se movem, Mas tudo para para a olhar Uma veste clara e esvoaçante Que mal deixa ver seu umbigo E que, entretanto, mais persigo Junto co'a turba delirante... Bocas e olhos se abrem ao vê-la Ao prazer que insinua a bela.
De facto, sou mais um que admira... Não me vê nem quer ver quem sou. Meus olhos consigo levou, Deixando uma bela mentira De amor e prazer à beleza Que agora ilumina esta tarde Feito sol que à minha pele arde, Deixando a vontade indefesa... Bocas e olhos se abrem ao vê-la Ao prazer que insinua a bela!
Causando alvoroço, ela passa E todos rende à sua graça: Bocas e olhos se abrem ao vê-la Ao prazer que insinua a bela.
Betim - 18 09 2015
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