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Data 05/01/2020 22:44:26 | Tópico: Poemas
| Tela apagada, luz acesa... Uma caneta promissora, um papel sem pautas... No quarto frio ainda se pode sentir o morno de um poema que nasce desalinhado, sem rimas, franzino, procurando seu destino em meio a chuva incessante... Chega lento falando de um amor para a vida toda e passa a noite inteira tentando convencer que é verdadeiro ... Rascunha ternuras, adentra a alma, encorpa com linhas nobres que não se ousa apagar e cresce ocupando as lacunas com juras de felicidade. Num flash tira da cartola ressentimentos... Ligeira brota uma lágrima atrevida ferindo o papel fragilizado e comprometendo a relação que parecia começar a fluir... O poema que não tinha malícia, que não tinha maldade sucumbe e da mão trêmula desprende a caneta carente de um coração.... E o papel? Rasurado é esquecido em um canto qualquer, amassado a esmo da razão... Luz apagada, tela acesa, sol morno, quarto ainda frio, noticia quente... "Tensão do Oriente Médio preocupa líderes mundiais"
honey.int.sp Imagem retirada do Google.
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