
Amargura
Data 11/04/2008 04:04:11 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| A face da mais bela ninfa grega e os desígnios afrodisíacos de Eros encontram o máximo de esplendor em tuas formas, a sedução irresistível como um vórtice maligno que aprisiona é uma dor poderosa inicialmente prazerosa de sentir, como um vigilante da Legião de Semyaz eu abandono meu lar e resigno me em trevas por não resistir aos teus encantos.
Tal qual o antigo anjo por diferentes motivos percorremos a trilha que conduz ao mesmo fúnebre destino, embora eu tenha o amparo de quem principiou a Revolta dos Céus podendo ruminar meu pranto em lágrimas que irão perdurar até que mesmo a tua beleza rompa-se e volte ao pó. Procuro amargurado a melhor forma de suportar a torrente de sentimentos negativos que oprime meu peito enquanto a vejo nos braços de outrem
Floresceu no jardim uma estranha ramificação,árvore centenária retorcida em forma de cadáver como nos contos de fadas tem nossos nomes escritos a faca e morta, desfolhada e triste como nosso mal sucedido romance ela pavorosamente grande é um lembrete insistente de meu fracasso.
O homem é estúpido por remoer cada momento doloroso evocando fantasmas do passado sem ater se a uma esperança futura ou ao presente, eu talvez confuso ,quem sabe masoquista abomino toda alegria e medito sobre o infortúnio tornando o sempre atual e revivendo o a cada instante culpando a em parte por isso admito que é algo inerente a mim.
Lágrimas que não amaciam meu sofrimento nem aliviam, ao contrário ,apenas desabrocham em meu rosto cansado, correm sem esforço, no campo livre contando estrelas eu absorvo seu desprezo e não adormeço repetindo incessantemente que não a tenho e como sou desgraçado por isto.
Minha primeira contribuição no site, espero que seja apreciada...
Abraços!
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