
A Lenda da Prostituta Rose Morena
Data 27/06/2019 21:38:24 | Tópico: Poemas -> Fantasia
| Chegou a primavera e o rio Paraguai estava vazio Foi quando ela chegou na Princesinha do Rio Paraguai Usava uma blusa cinza com capuz Short curto a revelar as pernas sensuais. Não usava joias, nem anéis Apenas deixava os cabelos soltos. Nem ligou muito para o olhar de desaprovação Do homem com a bíblia nas mãos; Nem para o desdém da mulher de vestido longo. Na lanchonete pediu um risole e um suco natural O garçom pediu-lhe o número do Whatsapp Para arrumar-lhe clientes, caso precisasse. Na sua timidez parecia ser de pedra seu coração. Os dias passaram e ela dançava No Khurral, Ponto G e Curú E todos a olhavam com olhares de desejo. A vida era uma festa Isso é o que pensavam dela. Estava sempre feliz Seu sorriso encantador Seduzia mais que seu belo corpo Esculpido pelo Criador. Ninguém sabia Mas, às vezes ela chorava pelas madrugadas Até o dia em que ficou doente. Em seu coração havia uma saudade Saudades de um amor Que há muito se fora. Usava um vestido preto colado ao corpo E escondeu às lágrimas. Na praia do Daveron, Final de tarde, nadou sozinha. Parecia querer lavar a alma E ninguém notou suas lágrimas. A primavera se foi E ela também. Alguns dizem que ela foi para o inferno Mas, que não foi aceita por lá. Sua alma tão bondosa Merecia o paraíso. E ela vaga silenciosamente pelo espaço Às vezes, o vento que sopra, Às margens do rio Paraguai Traz o seu perfume delicioso. Houve um tempo em que eu era puro Ela via que eu era mau E, mesmo assim, ela me amou.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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