
Meu delírio cotidiano
Data 09/06/2019 22:29:14 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| É uma dor que amofina E nem sei bem como a sinto em mim Lateja o meu corpo A minha cabeça gira em um frenesi absurdo E estou só em minha solidão. Não adianta chorar agora Eu sei que não. Minhas lágrimas não irão comovê-la A angústia causada por mim foi muito intensa. Dos meus olhos saem lágrimas Que ontem eram suas E que eu não soube como evitá-las em você. Como um tolo errante em minha alucinação Eu me deixei ser arrebatado por outro olhar E magoei seu coração profundamente. Canalha que sou! Miserável indivíduo a circular entre os humanos Sem ter uma direção certa. Não permita que a mágoa tome conta de seu coração Esqueça-me de vez. Você é o meu delírio cotidiano A minha amargura perpétua Mas eu preciso andar por esse vale Preciso prantear a minha dor na solidão Ninguém pode socorrer-me de forma alguma. Siga sua jornada Alcance as nuvens e viva dias melhores. Sem mim isso é uma garantia. Continuar-me-ei em minha angústia Carregando a dor cruel do abandono Por ter deixado fugir de entre os dedos O amor mais lindo que um dia encontrei.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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