
Meu Interior
Data 27/05/2019 10:49:18 | Tópico: Poemas
| Oi, me desculpe por ontem Eu estava com raiva, estava com medo Medo de me envolver como antes, Medo de me abrir e ser deixado no relento.
Escrevi tantos textos, tantas histórias Tantos muros foram erguidos ao passar do tempo, Que, agora não consigo mais destruí-los Fazem parte de minha trajetória, de meus momentos Mas, quero me desculpar, me desculpe Sei que te culpei, sem razão, sei que sou o vilão.
Já compus tantas letras de amor, tantas de depressão Tantas fictícias, tantas sobre a solidão Que acabei deixando de lado o meu coração Esqueça tudo o que eu já lhe disse Estou aqui, permitindo, raramente, que alguém me leia A tristeza em mim existe, persiste em me ferir Tenho medo de sair da minha aldeia Tenho medo de expor meus sentimentos.
Peço perdão, não estou conseguindo rimar Estou apenas conversando, sem me importar Parte de mim, ninfa, se arrependeu da dedicatória Aquela que te fiz, em melodia, aquela, melosa Parte de mim me disse, linda, que fui tolo Que serei enganado, como antes, que serei alvejado Mas, sei que não devo te culpar, pois você é inocente, sou um bobo.
Sabe, fiquei triste contigo, Quando descobri que você mantinha conversas com alguém, Que jurava de pé junto ser meu amigo, acreditei, triste Magoei-me profundamente e, sinceramente, ainda penso nisso Triste às vezes reflito, aflito, se não sou ninguém Chorei, morena, há muito tempo chorei, quando dediquei A suposta musa, um poema, pequeno, simples, sereno Chorei, morena, há pouco tempo chorei, sem querer Quando li todas as serenatas que fiz, todas as poesias que escrevi Chorei, morena, quando vi, em reflexo, o que me tornei Sem conseguir decifrar quem sou, se de fato sou alguém.
Em crise, caminho por um bosque apagado, querida Escrevo textos para cicatrizar o passado, feridas Deixo em papéis listrados, romances nunca realizados Deixo em papéis rasurados, amores nunca amados.
Desculpe, escrevo sempre de mais, escrevo sempre vazio Tentei mudar, acredite nisso, tentei ser mais inexpressivo Tentei, morena, mas falhei, miseravelmente Mas cá estou, escrevo de todo peito, sinceramente.
Gosto de ti, mas tenho medo Falo asneiras para ti, mas tenho medo Cantei para ti, mas tenho medo Medo que seja tudo fruto de minha doce imaginação Que na verdade você não goste de mim Inseguro, sei que sou, mas sou assim Tenho falhas, minha linda joaninha, tenho falhas Falhas essas que me assombram ao soar a madrugada.
Perdão, mas, permita-me lhe apresentar meu mundo Espero que em minha mente, você desfrute De perversões, de ondas e ondas de estações Minha primavera se assemelha ao beijo em fervor O meu outono se identifica com as minhas emoções.
Penso tanto em como te agradar, que enlouqueço Mas, o medo, ah, o medo, ele me aprisiona Sou um canário, preso, sem fuga, sem glória Quero que saibas que não a odeio, mas, tenho tantos receios Que atropelo meus desejos, meus anseios, minhas provas Desejo repousar, sonhar, sobre seus seios Acredite em mim, pois, estou às cinco da manhã sem dormir Apenas para dedicar, sem saber qual será o meu fim.
Morena, o meu medo não será levado pelas ondas A desconfiança se tornou meu porto seguro indesejado As águas em meu pensamento não estão mansas Mas desejo, aguardo, prezo, que eu consiga me libertar E voar, para seus braços, ou você para os meus Aqui eu me despeço, enfim, depois de todo este texto, De nada singelo, e sim, lido com tédio Beijos, virtuais, invisíveis, mas reais Até logo... assinado, um garoto simples, Com problemas mentais.
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