
Nega
Data 16/05/2019 18:43:45 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Oi, estou escrevendo mais uma carta Peço que a guarde, junto com as minhas palavras Não posso te prometer a qualidade, Nem mesmo a beleza, ou uma demonstração de sagacidade Tudo o que tenho é a simples sinceridade e ingenuidade genuína Veja bem, não sou Juan, tão pouco Ricardo Assemelho-me mais a Romeu, que engraçado, não? Escrevi tantos textos, já este será dedicado Guarde-o em seu armário, para que se lembra, Que um dia, alguém lhe fez uma poesia Feia? Mal escrita? Talvez sim, mas não de mentira.
Caminho, e sempre caminharei junto à desconfiança Não se zangue, a tenho desde a infância Claro, a juventude não a remediou, mas encontrarei esperança Enquanto isso, vou talhando com a caneta, buscando a semelhança Tornar essas palavras tão belas quanto ti, morena, dama.
Estou enferrujado, a última dedicatória fora escrita no passado Passado aquele que tento deletar, ou apenas atrasá-lo Humilhado pelas supostas "musas", fui afastado, apedrejado Criei, como fuga, a tal personalidade de palhaço Com um sorriso vazio e o coração flagelado Mas agora, e apenas agora, o deixarei um pouco de lado Por alguns minutos deixarei minhas cicatrizes mudas E te dedicarei um romance, vermelho como o tom de minha blusa Não vou escutar minha consciência que insistir em dizer que, Estou cometendo um erro recorrente, mas não creio Mas também, nunca a escuto bem.
Você uma vez me perguntou, Receio que já tenha esquecido, O que eu havia visto em você Aquela típica pergunta, "O que você gostou em mim?" Dúvida essa difícil de sanar Assim como ficar frente ao mar Não há se quer uma palavra que ouse decifrar, A beleza do horizonte Mas, sei que você irá duvidar, tudo bem.
Apesar das brincadeiras, das bobeiras Meu pensamento me recorda, feito uma tormenta De seus olhos, seus cabelos sobre a minha coberta Sei que brinco, em refrão, mas não minto, Quando digo que, naquele momento, com aquele sorriso, Eu quase corri o perigo de me apaixonar novamente E, só com isso já lhe parabenizo, a elogio Pois, muitas vezes já fui chamado de frio.
Talvez não saiba, talvez rie aos quatro cantos de sua casa Mas, eu não busco uma mulher devassa, sem a graça Eu não busco curvas, seios avantajados, ou uma "gata" Tudo o que anseio eu tive contigo, e não me custou nada Foi indescritível a sensação de abraçá-la, Enquanto, com os seus olhos fechados, eu lhe beijava A cena, essa sim foi única, contigo deitada em minha cama Sem malícia, sem perversão, apenas uma linda e pequena ninfa De pele escura, cachos macios, e uma aconchegante cintura.
Como não me asseguro que sou especial para você Rego minha imaginação, sabe por quê? Porque talvez eu não volte a te ver Mas o momento especial, nega, eu guardei E para sempre o terei.
Conforme as horas vão passando, eu vou me lembrando Não das minhas "mãos bobas" sobre a sua pele macia Tão pouco de minhas tolas tentativas de tê-la Me lembro de você me abraçando, dizendo que deveria partir Me lembro bem que eu não queria você longe de mim E, nesta frígida madrugada sem lua, estou aqui Escrevendo, esperando que você comece a sorrir.
Talvez, como Peter Pan, você me esqueça Mas, hoje e agora, você é a única Na minha lista de futuras proezas "Carregar e me deitar junto a uma linda princesa" Se conseguirei cumprir tal desejo meu, já não sei Mas, em três páginas de um caderno simples, dediquei Não seu se acreditará, mas, tudo bem Tudo o que me resta dizer é que, naquele instante Naquele pequenino momento, que já deve ter deixado seus pensamentos Eu te amei como nunca recordo ter amado alguém Dito isso, não desconfie de mim, senhorita Todos os textos que te mandei foram para agradar o seu dia Quero apenas sua alegria, mesmo que a distância, Larianne Eis que aqui fala, declara, um reles amante.
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