
Metafísica dadaísta ou do constructo confuso
Data 12/12/2018 00:23:05 | Tópico: Poemas
| Eu sou Porque ninguém quis me ser Também não tenho vontade de ser Mas sou Fazer o quê? Nada, nada, nada... Senão se afoga Nesse mar de letras Irracional como sempre Em constante procura
Procura besta Já que nem sabe o quê procurar Ou como procurar Mas procura E quem procura acha Se tiver o que achar Se não tiver Procura mesmo assim Por fé, esperança (talvez)
É um sonho natural Ridículo também Mas é válido Mesmo sem validade E quem consome Se perde em consumismo Por obras e sobras Sobras, só sobras
Um invento leigo Que não esconde Nem é escondido (Quanta vergonha alheia) Sei que não sei Um dia saberão disso Saberão?
Mas e quando a razão de ser Deixar de ser a razão? Não sobrará o que procurar Então procuraram sobras? Obras inacabadas Chamem de surrealismo...
Mas se chamarem Aí então abandonarão o propósito Será um arquivo inacabado (Será inacabado de qualquer forma) Vestígios mentais...
Sei, (finjo saber) Do que estou falando (A verdade é que todos fingem) [Há bons mentirosos, melhores que eu]
Filosofia do apego ao desapego De crianças aprendendo a andar Engatinham ainda...
A ignorância ainda é o caminho Continuará sendo
"Quem veio primeiro: o sonho ou a ilusão?"
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