
Poemas esquecidos numa noite qualquer
Data 30/10/2018 23:50:23 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Eu nunca pensei que seria assim tão triste Sem a certeza de olhar na borda do mundo E buscar o alento para aquela alma Que tristemente partiu na manhã do tempo. E olha que eu só queria ser feliz Mas parecia ser pedir demais Andar na estrada deserta do seu amor E voar os espaços dos seus sonhos. E foi ali que eu me perdi Mas não chorei pelo medo que senti E sim pela dor da ausência Que me fez pensar outra vez.
Eu nunca pensei que seria fácil Esquecer as manhãs de brisa Onde via o sol nascer lentamente Ofuscando minha visão tão solitária. E eu sempre pensava em você E a buscava em cada flor que via pelo caminho Da minha eterna busca. Mas não havia mais esperança Que pudesse socorrer os meus olhos De desejar alcançar o fim do mundo Sem saber que ele já havia passado. O que esperava ao vislumbrar as estrelas Era não poder deixar seus passos Se perderem de mim.
Eu imaginava o fim do mundo sozinho No alto daquela montanha ao longe esquecida Mas não sabia que lá estavam seus olhos Por tanto tempo perdidos na solidão. As nuvens eram levadas pelo vento Que silenciosamente tocava as rochas E deixava escapar um sussurro de solidão Que podia ser ouvido de tão longe Quanto o grito dos pássaros.
Nos meus sonhos eu viajei Para as planícies mais distantes Que meus pensamentos puderam me levar Na esperança de esconder-me dos seus encantos Que vivem a povoar meus pensamentos. Quero deixar o medo de lado E buscar naquele horizonte Uma forma de esquecer tudo isso Que atormenta minha mente insana.
Uma escuridão tenebrosa Ao longe vai se formando E não muito lentamente de mim se aproxima Mas eu não tenho medo. Deixo-me descansar no tronco desta frondosa árvore Enquanto suas folhas descem sobre mim E são levadas pelo vento Juntamente com meus sentimentos por você.
Agora eu percebo tudo isso E não quero mais correr atrás do vento Que varrem as incertezas do coração Que sangra sem razão.
Eu não queria dizer adeus e por isso não sorri Mas olhei no distante dos seus olhos E vi aqueles sorrisos enferrujados E castigado pela dor da ilusão que te acompanha. Não sou dono de mim mesmo E não quero mais andar na contramão do que sinto Na alma triste da hora que passou Sem que eu ao menos percebesse Que você silenciosamente partia sem dizer adeus.
E você fica atônita me perguntando o que é tudo isso Que você não consegue compreender Mas que toca profundamente a sua alma Tão inocente de tanto sofrer. Eu não quero que você entenda a minha dor Que não se afaste sem perceber Que na solidão é que me deixo crescer Sem medo de magoar seu coração. São apenas Poemas esquecidos numa noite qualquer E que você jamais irá encontrar Para saber o que se passa no meu coração.
Eu nunca pensei que poderia ser tão feliz Em deixar que meu coração falasse A linguagem do amor Como faço nesta hora. Não aprendi dizer adeus E não quero que você vá Mas deixo você ir sem medo de sofrer A solidão me faz companhia e a saudade Não me deixa te esquecer.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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