
EM TEMPOS DE DISCORDÂNCIAS
Data 17/09/2018 00:56:23 | Tópico: Poemas
| No meu quarto solitário as paredes me assediam com a tinta parda e fria cheia de teias de aranhas pensamentos me assanham mas logo baixam a fervura o criador e a criatura parecem desencontrados neste ser descompensado pelas contínuas clausuras.
Na escuridão das noites vejo claro feito um dia que as minhas agonias brotam de atos afoitos se o amor redunda em coito e o ódio deságua em morte busquemos o nosso norte dentro da nossa harmonia sem dar sopas ao azar dando vez a sabedoria.
A flor exala o seu perfume o talo externa seus espinhos o homem é vítima dos ciúmes as águas buscam seus caminhos as aves constroem os seus ninhos as noites propagam a escuridão o sol nos causa a insolação a solidão nos remete a tristiza ponha todos estes fatos sobre a mesa e componha o teor da tua razão.
Em tempos de discordâncias façamos o nosso dever não deixando acontecer ao pior do improvável quando juntamos cadáveres espalhamos o descontrole ao enlutado não há consolo que não reflita a brutalidade a muito que a humanidade patrocina seus dissabores.
Enviado por Miguel Jacó em 16/09/2018 Código do texto: T6450261 Classificação de conteúdo: seguro
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
|
|