
Este meu fado
Data 09/09/2018 13:25:32 | Tópico: Prosas Poéticas
| Arqueada vai agora a solidão uivando de fininho Até que, num pranto colérico e tão insano se revelem Todos os detalhes de uma fé irremediável e lusitana
Soam guitarras lá longe e o fado triste homenageia A dor sob o trinado de doze cordas desoladas pois o silêncio esse, Calou-se, confidente, soluçando,ali pra sempre… inconsolado
Morrer de amor ou de saudade é uma sina que vem acoplada A tanta solidão aliciada e exilada num naipe de ilusões sempre Tão extrapoladas e sepultadas na noite enferma, ali estatelada
No jardim dos meus versos planto palavras líricas cantando a Lusofonia fadada nesta rima fecunda e tão eufórica, embebedando Tuas lágrimas afogadas num mar de prantos sempre amnistiados
Frederico de Castro
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