
De mim para mim mesmo
Data 18/08/2018 16:12:27 | Tópico: Poemas
| Que desperdício de mim, Assim nem mesmo além, Aquém do meu objetivo, Subjetivo sempre serei, Rei de algo que não sou eu. Quem eu era? Espera, desperdício concluído, Esquecido da declaração, Decepção. Decepção. Quem eu fui?
Não, é mais que isso. É uma completa difamação de min para comigo mesmo.
É a ausência total da minha personalidade. Barbaridade pelos bárbaros selvagens, Altas voltagens me preocupam. Desculpam toda essa ausência Com mais ausência. A insistência pela mera não Desistência. A decepção que sou para Min mesmo. Esmo, estou só. Agulha de ló, Cá é tão agitado. Rejeitado, me sinto perdido Tanto quanto um peróxido. Óxido combustível é Invisível para o coração. Tenho na mão a mais bela Sacanagem de mim para comigo. Bandido, vendido a leilão na Selva natal. Animal, como quase todos Os humanos. Reclamo a amizade continua De mim para comigo!
Mas, de mim para mim mesmo, Onde estou a navegar? Detalhes são tão pequenos para Se ver. Escrever é quase como desabar, Mergulhar num poço sem fundo. Não, preciso melhorar. Existem teses tão confusas E abstratas, tão difusas. Concluo que essa não é A bela verdade do conluio. Intuo, mas o que é a Intuição? Ah!... A linda defesa Da minha existência... Decadência de mim para mim mesmo, Indecência de não ter decência. Inutilidade que tenho para comigo, Seria melhor não tenho existido? Mas ainda existo! Triste fardo do homem existente. Está cansado de tanto existir, Está com a fútil virtude moderna. São milênios de civilização, O homem moderno já cansou. Não quer ver a realidade, Já quer até sonhar acordado. Na ânsia de não existir, Acaba existindo. Desistindo de subir ao Paraíso sereno. O lugar extremo da alma tranquila. Quer criar o paraíso terreno E descansar a alma aflita.
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