
Caixinha criptografada
Data 10/08/2018 14:49:18 | Tópico: Poemas
| "Do interior, ventre das canções, donde correm rios de pensamentos a todo vapor, transpassando a chaminé do proferir dos versos abstratos revelando a calmaria, segredo de vida, e a agitação em querer expor o proibido"
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Sou mais um e sou mais eu Altruísta sou, pisciano de berço, Sei que mereço muito mais do que o menos que fiz
Há quem diga que ações mortas não revelam a luz plena interior, que percorre vácuos no organismo, degrau que se acende na escalada
paraíso imergido, ollhar encantador, cama repousante, sons agudos de palpitações formam números binários do querer-me-ser meu par
sonho jovial, sem passado e sem juízo, digo e repito, sem titubear, sentimento não se vende nem se veda se por muito tempo guarda o próprio se azeda
a amargura da in-justiça sabor tanino que altera o hálito e o hábito
a doçura do sorriso alheio, da criança desassistida e da donzela atrás de um par
multiplicam-se os sabores bebidos pela alma inquieta cuja senha de acesso são todos os caracteres criptografados no passar dos tempos das fases da lua e dos giros planetários
[...]
a dura incompreensão supradita assemelha-se ao vaso parnasiano solitário e ao mesmo tempo acolhedor
[...]
cada palavra tem seu valor e seu tempo de duração
By Renato Braga
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