
Poema X
Data 24/03/2020 18:33:35 | Tópico: Poemas
| Remoendo, ruminando Abusando do gerúndio Observando vagar o rio Eu me vou só, navegando Em mim mesmo e sorrio
Vendo o vilarejo, velejo Devagarinho e silencioso Quando então eu percebo O quanto me sou perigoso.
Vendo o rio, sorrio , sou mar, Sou ritmo, arrimo, eu rimo Os sufixos terminados em ar Sem me importar com os mimos.
Há aquele que goste de prosear. Há outro que nada tem para dizer. Mesmo com asas de cera vou voar Sem sequer me importar se vou morrer.
Se hoje eu morro, amanhã hei de viver Nos meus filhos e nos filhos dos meu filhos Meu caminho sou eu quem faço, eu quem trilho E toda estrada que eu crio me leva até você.
Por isso, meu amor, minha flor, meu amigo Ouça bem aquilo que eu te digo, pode crê. O que importa é velejar tranquilo pelo rio, Ser rio, rir, ser mar, rimar. Isso é que é viver.
(Creia, crie, leia: Seja livre!)
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