
Arremate
Data 26/05/2018 13:05:50 | Tópico: Poemas
| Esparsas são as nossas letras Cometas que brilham ao nosso Sol Arrebol de palavras que sonhos tecem Que acontecem quando sonhamos só.
O pó e a ferrugem viram fuligem Vertigem de um coração pulsante Errante caminheiro em dicionários Revolucionário poeta em busca do belo.
Um castelo de letras ele arquiteta A meta é um mosaico de azulejos Lampejos de uma inspiração poética Ética e moral não passam de vocábulos.
Estábulos e patíbulos, proparoxítonas Axioma de uma oxítona improvável Potável e pobres palavras impolutas Na labuta diária de serem mensagens.
Pastagens, pascigos para os poetas Atletas das línguas, olímpica disputa Putas que se vendem ao saber mais Animais dotados de uma rara sagacidade.
A idade independe do que é erudito Dito isto, penso no resto, no arremate. Me mate mas não interrompa meu coito Afoito por um poema que nunca acabe.
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