
COLHEITA
Data 20/04/2018 13:13:05 | Tópico: Poemas -> Amor
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COLHEITA
colho as palavras de sua boca com a ânsia de entender o que vai em sua alma apanho-as como flores brancas toco as pétalas orvalhadas e faço-me líquida
danço em suaves movimentos em bailado sísmico e você, incrédulo, se faz terra recebendo minha flor, e para meus delírios germino-me entre chuva de carinhos
são tantos segredos embutidos que escorrem pelas minhas mãos como aqueles rios mansos em águas constantes e plenas naquelas tardes floridas de setembro
interiorizo-os sem tentar entendê-los eles são aquelas valas onde tropeço em meus sonhos debruçando-me no parapeito imaginário daquela ponte solitária que une a sua vida à minha solidão
e lá eu derramo todas as minhas lágrimas nas águas agitadas e por vezes calmas das minhas tão mesmas ilusões
*Mary Fioratti*
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