
inverno 18
Data 18/04/2018 07:26:06 | Tópico: Poemas
| semente no oceano primordial, véu e viagem ao fundo do encanto, túmido manto, carinho estremeço, trémulo, entre névoa sob o ninho procuro emergir da perda, em cada imagem, viragem e resolução, determinação assente... noite de orvalho, manhã de bruma, encontro incandescente o sonho palpitando premente era noite... noite longa demais... desapareci... entre meandros de mágoa e arrependimento a procura de equilíbrio cavalgando o infinito suspiros intensos, momentos densos, choro e mergulho nas lágrimas,,, só, enfrento o vento quando levanta a alma enlaçada num grito... túnel profundo, da terra fria ao ardor da luz, casulo pulsante, embebido de amor, dorido,,, sobrevindo luminoso no encanto que reluz,,, ao raiar da estrela beijando a vida comovida em plena respiração, a cor aspirando o calor e o ardor decorrente, é corrente que atinge,,, de sangue me tinge, aflige a efígie puro amor da vaga levantada, renovada força me cinge, é magnético o rumo de aprumo e revelação,,, vogando na onda colossal que cresce luzente coscurante prazer, de navegar a imensidão,,, sono e silêncio, voo nocturno, ecoa, regeneração, crescente,,, embalo com força, nutrindo, impelindo, voo, vivifico e convido a alvorada no íntimo ser... a fonte brotando, irrigando a flor água entoo flutuando perdido, sem sentido, a dissolver,,, reaprender o destino, desde o ponto original de fumo ao vapor, pressão e calor, força vital fulgindo no ímpeto, recolhendo íntimo amor no fundo da alma, fundeando âncora abissal na terra mergulhada nos céus, luz e tremor... dependência extrema emocional e afectiva... centro certo de núcleo de vida, sonho e calor de rios e de mar, balouçando a perspectiva... ursa, cassiopeia e orionte, meu curso estelar, sobre o horizonte do infinito, fulgindo ardor, quebrar lunar, de lágrimas celestes, abraçar, de ventos, ondas, precipícios, abismo carnal, quando damos tudo de nós e livres voamos... sentindo e apurando, sinais vitais, amamos... lutando com fervor e esperança, faro e ideal, momento que me dilúi, de frio e sonolência,,, para renascer na água luminosidade natural delicadamente sobre a pedra, primal ciência de vento e sal, pelo amanhecer, de mão dada na estrada de árvores ao fim da praia solar... coração em lágrimas, sempre mais profundo no oceano da geneologia, meu sono guarda,,, baleia cruzando o cosmos, guardiã do tempo pulsando quente entre o frio do vazio estelar tempestade, a procura do equilíbrio fecundo fechado em mim, sem saber como sair, amar sem fim e sem receio, a sorrir, contratempo,,, viagem limite, maravilha e surpresa celeste,,, amor em cadência, flutuando suave, sensível ao cruzar as horas e as esferas, indefectível,,, sulcando vagas, ventos e vãos, humilde veste de espumas e areias envolvendo, melancolia docemente fluindo... absorver e incorporar... nos campos da ilusão,,, paradigmas da folia,,, a invenção, o sono, a rebeldia, cintilante luar os dois entrelaçados, em viagem pelo espaço, sol e lua, abraçando a terra, a origem e o fim, cintilante de desejo... o beijo, arpejo e traço...
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