
Demagogia colorida, cidade das balas
Data 30/03/2018 05:27:17 | Tópico: Poemas -> Crítica
| Jornais, que limpam o sangue Que se espalha pelas ruas Inocentes, desarmados Basta estar vivo pra ser alvejado Viram números, monetização Demagogia eleitoreira, quatrienal opressão
Ele devora caviar com lagostas De sua cobertura só vê A imensidão do mar azul, maresia Céu límpido, arco-íris de luz Carros oficiais, seguranças demais Mordomias que não acabam mais
Como poderias saber e sentir Se vives em um mundo de sonhos Abandone tua vaidade, suba o morro Entregue a vida nas mãos do acaso E como nós conte com a sensatez Do bandido, aquela que você diz que ele tem
Viva como um morador Da cidade do belo caos Trabalhe e morra feito um condenado Seja prisioneiro, deite no chão Porque o fogo é cruzado E a bala não vê, já é hora do toque de recolher
Quanto sangue derramado Tragado no teu baseado Quando foi a última vez Que vossa excelência foi esmagado Como sardinha, enlatado As sete da manhã, no calor do trem
Nunca será assaltado, E nunca ficará sem salário Parasita imundo, nosso pesadelo diário É ano de eleição, já renovou com o diabo? Nosso sangue tem preço, e ele será cobrado Quando estiveres a sete palmos do chão perturbado revisado em 30/11/23
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