
O Monólogo do Ringue
Data 28/03/2018 10:39:02 | Tópico: Poemas
| Eu disparei meus socos em minha face Desviei com toda maestria Porém não sou tão lento assim E outro soco veio logo em seguida
O machucado de raspão doía Mas a raiva dentro de mim era tanta Que o joelho levantou-se para machucar profundo O chute foi tão forte de minha parte Que meu ar se foi em um segundo
Recuei com dores fortes em minha barriga Enquanto me preparava para um golpe E atacar logo na sequência Estava ficando sem paciência
Simplesmente meu punho serrado Veio cortando minha chance de contra-ataque Porém um pulo estratégico Impediu-me de finalizar o embate
Mas esperto como sou Não subestimei o oponente O que vinha na verdade era um chute Que avançava até minha frente
Sem chance de escapatória Parecia ser a vitória...
E como jorrou sangue minha gente Parecia uma fonte de hemácias Ceguei-me com meu próprio sangue Mas que embate deveras interessante
Mais depois do impacto causado Fiquei ainda mais revoltado Em uma sequência fervorosa de punhos Pensei ter me nocauteado... Mas estava enganado
Resistente como sempre Todavia com ossos quebrados Avancei com toda velocidade Com um sorriso macabro O soco veio carregado E avanço do golpe foi tanto Que em segundos havia me chocado
E cai no chão agonizando de dor Cansado de tanto lutar Havia me consagrado vitorioso Mas o preço foi alto a pagar Não consegui aguentar Maldito miocárdio Tinha que parar...
Nesse combate em que eu Luto comigo mesmo Somente eu saio vitorioso Mas também só eu consegui me machucar
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Escrito por: Cláudio Gabriel
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