
ESSÊNCIA
Data 04/03/2018 08:24:22 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Jornadeia o vento entre os carvalhos Num vocifero melancólico assobio, No âmago, inabitual arrepio Percorre-lhe o corpo jaz em retalhos, Guerreiro de peito em cruz! Espada sepultada, Joelho em terra Frâmea na testa, reza hermética, Na alma súplica, prece quimérica Seu espirito puro se encerra, Na oração todo o seu ente reluz! Agonizou ressuscitado… De quem já lutou mil batalhas, Cingido em outras mil mortalhas Germinou no tempo baptizado, Nos despojos de Jerusalém! Permanece através do templo Deixa nas costas o aquém, Distando sempre mais além Na áurea tumba o contemplo, Por tuo graal o seu amado! Entre os carvalhos jornadeia o vento Agoniado, desesperado e aflito, Procura da vida o cálice bendito Desconsolado indaga… No lamento, Não encontrar tão rosa jóia! F.Serra
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