
Habeas corpus
Data 06/10/2017 17:14:16 | Tópico: Prosas Poéticas
| Desprevenida chegou a noite Acoitou-se entre as silvas do tempo Denunciando a solidão que se prostra entre As avenidas policiadas de tanta ilusão aliciada
Frutificam-se as madrugadas com perfumes Acariciantes aquartelando nossos desejos intolerantes Congénitos, vigiando o violável silêncio chegando beligerante Após o soluçar hostil de um pranto sucumbindo tão vociferante
Pedi um habeas corpus à solidão ilegítima violando todos Os prazeres sumários processados naquela reclusão literária Onde cuidadosamente me embrenho de forma tão necessária
Foram sistemáticas as lembranças que orquestrei invadindo Cada díspar momento perdido entre as pesquisas desta saudade Embrionária, impondo uma prece excepcional e autoritária
Horas e horas caminham sem sentido deixando atónita esta Impávida tristeza que ainda perdura, magoada, precária deslizando Entre as sombras plúmeas de um inominado silêncio tão sedentário
FC
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