
Pedigree do silêncio
Data 02/10/2017 16:45:17 | Tópico: Prosas Poéticas
| Fantasiou-se aquele sedutor olhar descendo Pela ruela dos encantos e alegrias percutoras Vestindo e batucando com tons gráceis a luminescente Caricia passarinhando num dócil sorriso tão complacente
Converteu-se o silêncio num pranto precioso retalhando A madrugada numa mecânica tristeza tão perniciosa Espiando o ressonar do tempo adormecido entre pálidos Sorrisos cíclicos, perecíveis…briosos
O vento pulverizou só a saudade que ainda cobiço Deixou a solidão toda ela, intacta ludibriosa Aconchegar-se àquele altissonante momento onde quase Imortalizados aquietamos o amor repartido em côdeas de Esperança florescendo dopada e contagiosa
A doutrina destes versos amanhece em cada dia rezando no Altar onde se ajoelham os murmúrios de uma devoção fabricando Toda a fé audaz que alimenta o pedigree dos sonhos ungidos na Podada oração que neste templo de amor remanesce quase cismada
FC
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