
CONSENSO
Data 24/08/2017 18:46:40 | Tópico: Poemas
| Diz: O beijo lhe excita, Há seiva entre os dedos, Que à pouco me servi, Se arranca o véu, Desata a sangria, O punho ereto, Não quer nem discutir, Fere as bordas, Alargando o canal,
Na eclosão, Não há o que fingir.
Eu planto bicicleta, Arranco bananeiras, Só pra saber se ainda quer me repetir.
O REBENTO:
Mas que vergonha, A cegonha enganou o patrão, Enquanto se divertia na sala, Vendo programa de televisão, No quarto ela surfava, Engolindo inteiro o potrão.
Passaram se nove noites e dias, De insônia de chama e labor, Nove noites após o nascente, Exibia com o sorriso do pai o rebento, Olhos arregalados, cabelo amassado, Com a cor da cor do cimento.
Houve coro , Houve festa, No do batismo do sacramento, Fez registro, Fez-se o que pode pro tal acontecimento, Assim era o costume, Era tudo feito num só consentimento, Na frente da prole, Em nome do rebento.
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