
Minha doce e amada morena! Naquela tarde de inverno, O céu parecia arrebentar pelas costuras, Chovia aos cântaros e fazia muito frio, Procurei teu abraço e não tardou O sono veio do desconhecido, E adormeci sonhando com anjos E arcanjos. Todo esse tempo, Não pregaste o olho, Olhavas para mim e imaginavas Como era meu pobre mundo antes De merecer teu nobre coração. Sentias pena, sei que sentias pena de mim Dada a nobreza da tua alma. A chuva amainara seu bater monótono Nas copas das palmeiras e tu, Com delicadeza e amor, Colocaste teus lábios nos meus E com um beijo vindo das profundezas da tua alma, Me acordaste. Olhei para ti E não queria mais nada deste velho mundo, Senão o olhar que vinha do oceano azul dos teus olhos, Vacilei e sorriste, meu coração disparou, Meus olhos embaciaram-se de alegria, Mas não conseguia desviar meu olhar Da tua face de anjo, meu mundo estava ali, Meu único mundo, mundo sem igual. Minha doce e amada morena! Teu olhar é meu mundo, Teu mimo é minha passagem Para o paraíso, onde és a rainha do amor E eu teu servo. Sorria, sorria meu amor! Teu sorriso é minha arca de salvação
Adelino Gomes-nhaca
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